Persistência retiniana é a propriedade do nervo ótico humano de reter, durante alguns segundos, as imagens dos objetos, o que permitiria uma ilusão da continuidade das imagens (na verdade descontínuas e imóveis), quando projetadas. Impulsos elétricos são enviados ao cérebro e este interpreta como imagem. Segundo o cineasta Filipe Salles, após o cérebro receber os impulsos, a retina continua mandando informações “por aproximadamente 1/10 de segundo após o último estímulo luminoso. Por este motivo, se uma imagem for trocada numa velocidade maior do que esta, elas tendem a fundir-se no cérebro, provocando a sensação de movimento contínuo”(SALLES, 2007, p.1).
O efeito-phi é um intervalo negro entre a projeção de um fotograma e outro que permite atenuar a imagem persistente que fica retida pelos olhos. Vernon descreve o fenômeno de ordem psíquica phi da seguinte maneira: "se dois estímulos são expostos aos olhos em diferentes posições, um após o outro e com pequenos intervalos de tempo, os observadores percebem um único estímulo que se move da posição primeira à segunda" (apud MACHADO, 2003, p.20).
Segundo esta teoria, não importaria tanto a velocidade de substituição das imagens: combem menos do que 10 imagens por segundo, a impressão de movimento pode ser conseguida. O exemplo fornecido para ilustrar esta teoria são aqueles painéis eletrônicos feitos de micro-lâmpadas que se acendem e apagam, dando a impressão de movimento de letras e símbolos compostas por elas. A impressão causada por estes painéis não dependeria de uma possível “persistência retiniana” semelhante à do cinema, mas de uma mudança súbita de posição das lâmpadas acesas, interpretadas como um deslocamento pelo nosso cérebro.
Há uma discussão em torno desse tema. Alguns autores acreditam que a persistência retiniana e o efeito phi se complementam, ou seja, a ilusão de movimento não seria possível sem a presença de ambos os efeitos.
Por outro lado, há autores que defendem a idéia de que a persistência retiniana apenas sobreporia as imagens não causando um efeito de movimento.
Por Graziela S. A. Kazaoka e Patricia F. Evangelista
referencias: Brasil acadêmico
Muan
IMPACTO TECNOLÓGICO NA PERCEPÇÃO CINEMATOGRÁFICA1
Raquel Timponi2
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
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